Dona de abrigo dorme no canil de um cãozinho rejeitado para incentivar sua adoção e tem sucesso

É muito comum, pessoas que perdem seus cãozinhos ficarem relutantes com um novo processo de adoção após a perda de seu amigo. Lidar com o luto e a falta de um cãozinho em casa leva tempo e precisa ser processado sem pressa.

Entretanto, para o aposentado Ed Panus, a impressionante semelhança de um cachorrinho de abrigo com seu antigo cão foi suficiente para motivá-lo a adotar novamente.

Distante mais de 300 km do abrigo, o idoso resolveu pegar a estrada (coisa que não fazia há muito tempo!) para buscar Max, um cão Pitbull terrier de 5 anos, que passou meses esperando no canil por uma nova família.

Tudo isso só foi possível graças a um post viral compartilhado nas redes sociais, protagonizado pela diretora-geral do abrigo onde o cachorrinho estava hospedado. A mulher decidiu ‘trocar de papel’ com o cachorro para chamar a atenção das pessoas.

Leia também: Cachorrinha chihuahua busca ajuda para dono idoso que sofreu derrame em casa e salva sua vida

De acordo com o portal ‘Love My Dog So Much’, o cãozinho ficou no abrigo da Sociedade Susquehanna para a Prevenção da Crueldade com os Animais (SQSPCA) em Cooperstown (EUA) por mais de 400 dias, sem ninguém aparecer para adotá-lo.

Comovida com a situação peculiar de Max, a diretora Stacie Haynes resolveu chamar atenção para a história do cachorro e incentivar sua adoção. Como? Dormindo no canil dele e trocando de papel com o animal: por algumas horas, Max virou o ‘diretor interino’ da ONG, ao passo que Stacie ‘aguardava sua adoção’ no canil. Genial!

Ao todo, a ativista ficou mais de 7 horas dentro do canil, enquanto isso, Max usava gravata e passeava confortavelmente pelo escritório do diretor.

Leia também: Cãozinho rejeitado é salvo de fila da eutanásia e acolhido por médica veterinária atenciosa

“Max cuidará dos assuntos da equipe enquanto eu fico sozinha em seu canil, com uma pausa ocasional para ir ao banheiro, observando as pessoas e os cães passando o dia todo”, argumentou Haynes, a tempo de fazer o experimento.

A diretora-geral sentiu em primeira mão o confinamento e a angústia que qualquer cachorro sente em um canil, ainda mais um como Max, que estava no local há mais de um ano sem encontrar família, sem sucesso.

A ideia dela deu muito certo, pois seu curioso experimento viralizou nas redes, revelando a história de Max. O aposentado Ed Panus foi um dos que acompanharam a repercussão da história.

Apaixonado pelo doguinho assim que o viu, o idoso viajou 300 km até a sede do abrigo para levar o cachorro para casa. A incrível semelhança do Pitbull com seu animal de estimação falecido o impressionou, motivando-o a acolhê-lo rapidamente.

De imediato um vínculo entre Max e Ed foi estabelecido. Os voluntários do abrigo sabiam que o homem era a pessoa certa para adotá-lo. Além disso, morando às margens do Lago Owasco, o cão tem mil e uma aventuras asseguradas.

Enfim, após meses de confinamento, Max conquistou o amor e a liberdade que tanto ansiava e os próprios funcionários do abrigo puderam comprovar isso após uma visita ao cachorrinho feita na semana passada.

“Visitamos Max e seu pai, Ed, ontem e ficamos impressionados com o quão feliz e contente ele estava depois de alguns dias longe de seu canil”, escreveu o abrigo em um post no Facebook.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *