Chihuahua salva a vida de homem que estava em depressão e em troca ele salva mais de 40 cães

Todos nós sabemos o que é uma desilusão amorosa. Afinal, estamos vagando pelas ruas com nossos corações partidos, esperando que alguém os cure. Embora tantas coisas possam curar o coração, no caso de Bobby Humphrey, uma chihuahua de 3 kg acabou salvando sua vida.

Bobby era o tipo de cara que não imaginava um cachorrinho ao seu lado. O fisiculturista competitivo passava a maior parte de seu tempo na academia e colocando pisos de madeira especiais e cercou-se de outros caras durões, Rottweilers.

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O amor era tanto que ele e sua esposa por 17 anos tiveram três deles durante o casamento. O fisiculturista admirava a aparência majestosa e imponente das raças. “Os rottweilers eram meus companheiros, tutores, cães de colo de 120 libras.”

Como diz o ditado, “não dizer desta água não bebereis”, Bobby fazia piadas com amigos íntimos cujas namoradas tinham cachorros de pequeno porte, como chihuahuas. Entretanto, a vida quis lhe dar o troco na véspera do Ano Novo de 2016.

Tudo parecia perdido para Bobby, sua esposa havia o abandonado. Uma semana depois, ele machucou o ombro na academia, necessitando de uma cirurgia reconstrutiva. “Perdi a fé na humanidade. Eu fiquei fraco. Eu queria acabar com isso. Uma pessoa, acima de tudo, Connie, me manteve neste planeta. Amigo verdadeiro que sempre esteve lá.”

O americano atribui sua vida a amiga, pois, além de nunca o deixar sozinho, foi ela quem lhe deu sua nova motivação para viver. Quando sua amiga, Connie, pediu-lhe para cuidar de sua pequena chihuahua, Lady, ninguém sabia que isso era a melhor coisa que poderia acontecer com Bobby.

“Connie admitiu que era muito protetora com ela e com seu filho e que ela realmente não gostava das pessoas. Principalmente homens”, disse Bobby.

Humphreys ouviu muito sobre Lady, e não queria nem se aproximar dela, mas, a vontade de retribuir o favor a amiga era maior.

Um dia, ele chegou em casa do trabalho e encontrou a cadela espiando para fora de seu canil, estrategicamente colocado em frente à TV. Depois de cerca de 15 minutos, ele disse: “Dane-se, não me importo se esse cachorro me morder ou não, ela não vai ficar sentada em um canil.”

Nos meses decorrentes, o homem e a cadela se aproximaram cada vez mais. “Lady não apenas transformou minha opinião, ela transformou minha vida”, disse ele.

“O que ela não fez? Ela me devolveu o respeito próprio e a dignidade. Depois de tudo que passei; humilhação, vergonha, abandono e tudo mais, ela me deu a garantia de que eu não era uma pessoa tão má, afinal. ”

Seguindo os estereótipos comuns de chihuahuas, Lady odiava absolutamente todo mundo. Ela era conhecida por morder todo mundo que tentava se aproximar. Mas, depois de algumas horas juntos, Bobby e ela eram inseparáveis.

Infelizmente, o americano sabia que Lady não poderia ficar com ele para sempre, então ele começou a procurar por alguém que pudesse substituí-la. “Eu não era muito exigente, mas também queria uma que se parecesse com ela.”

Foi quando ele encontrou Kira, uma chihuahua de um ano com problemas de agressão alimentar. Depois, Harley e sua irmã Quinn. A dupla tinha apenas seis semanas quando foram encontradas. Como Harley e Quinn eram resultados de cruzamentos consanguíneos, Bobby sabia que precisava levá-las pois ninguém provavelmente se interessaria por elas.

“Eu tinha isso fresco em minha mente, a maneira como meu relacionamento anterior e minha família na França e na sociedade haviam me tratado e me deixado de lado”, conta Bobby. “Jurei para mim mesmo que mostraria a esses cães algo que a sociedade se recusou a mostrar a eles e a me mostrar”.

Logo as pessoas começaram a procurá-lo, pedindo ajuda aos casos mais terríveis possíveis, mas isso apenas alimentava a motivação de Bobby. “Fiz uma promessa a cada um deles de que nunca teriam que sofrer abuso, negligência, abandono ou a dor de amar alguém que não lhe daria amor em troca, não importa o quanto você tentasse.”

Eventualmente, isso evoluiu para o início de um santuário. A filosofia por trás disso é simples: Bobby pega os cães que ninguém mais quer, ele mostra como eles são especiais e os deixa viver qualquer vida que escolherem.

“Depois de conquistar o respeito e o vínculo dos cães com eles, faço uma promessa a eles para garantir que a única maneira de me deixarem é se encontrarem alguém de quem gostem ainda mais.”

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Aqueles que não forem adotados, continuará no santuário, independentemente de suas condições, diferença ou “esquisitices”, como diz Bobby. Embora não encontrem um lar permanente, terão sempre alguém que os ame.