Jovem do interior de São Paulo usa baldes para criar cantinhos para animais de rua

Um dos problemas mais preocupantes e urgentes da sociedade é a questão dos animais que vivem nas ruas. Deixá-los com água ou comida, por exemplo, é de grande ajuda para aqueles seres peludos que não têm nada garantido no concreto frio. Jovem

No caso de Lara Jacob, ela decidiu fazer mais por eles e procurou uma forma bastante eficaz de oferecer cantinhos mais confortáveis, mesmo nas ruas. Tudo isso foi aclamado pela população de sua cidade Tupã, no interior de São Paulo.

Leia também: Escoteiros criam caixas de armazenamento para abrigar gatinhos de rua no inverno

Lara se dedica a transformar baldes antigos que usava em casa em abrigo para animais sem-teto. Somando isso ao seu trabalho de deixar alimentos e água que arrecadam em doações, nesses espaços, o número de vidas caninas e felinas que mudaram graças as suas ações.

“Eu sempre tive muito respeito pelos animais e sempre busquei tratá-los bem e vê-los com outros olhos”, contou ela a um jornal local. “Por isso nesse projeto eu pensei que tudo fosse muito sustentável e que fosse uma iniciativa colaborativa com a população em prol dessa causa.”

Como é estudante de design de moda, Lara sabe da importância de usar técnicas pró-ambientais em todos os empregos atuais. Por isso, quando viu que poderia dar esse uso aos baldes não pensou duas vezes em colocar em prática.

Além disso, em sua casa todo mundo colabora, até mesmo seu cachorrinho da raça golden chamado Marley, que doa sangue aos animais que são resgatados doentes e precisam de transfusão. Infelizmente, não há nenhuma ONG em Tupã que se comprometa com os animais assim como Lara faz.

Mesmo assim, ela consegue apoio de doações e ações isoladas de vizinhos que colaboram com os animais, doam um pouco de água e comida sem problemas, mas geralmente não é o suficiente. Nos últimos meses, as baixas temperaturas a preocuparam, então essa era sua maneira de protegê-los da brisa e do frio da rua.

“Muitas pessoas me perguntaram porque eu ajudo tanto os animais, mas é porque eles não têm voz”, continua Lara. “Eles não sabem pedir e eu vejo que eles se tornaram invisíveis no meio da população e as pessoas quando veem até espantam porque é um cachorro de rua, por exemplo.”

Depois de ver um modelo parecido à venda na internet por cerca de R$170, Lara decidiu pedir ajuda ao tio para fazer as casinhas por si mesma. Ele faz os cortes e perfurações e às vezes também consegue alguns baldes para serem usados pela sobrinha. Até o momento, oito deles já foram disponibilizados.

Leia também: Fotógrafo sem recursos distribui comedouros e bebedouros para animais de rua em sua cidade

A estudante entende que esta não é uma solução definitiva, mas está lidando com o problema da poluição e o problema do cão de rua simultaneamente. O importante para ela é ajudar e motivar os outros a fazer o mesmo e encontrar suas próprias maneiras de deixar o mundo melhor.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *